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Monografia: A reinvenção e a pós-modernidade

SBPI- Sociedade Brasileira de Psicanalise Integrativa

 

Introdução
As pessoas temem se ver deslocadas, marginalizadas ou subutilizadas. O modelo institucional do futuro não lhes oferece uma narrativa de vida no trabalho (Sesnett, 2006)

A contemporaneidade apresenta desafios significativos ao indivíduo e ao psicanalista no que se refere à estruturação psíquica refletida em novos modelos sociais, novas formações familiares, relacionamentos temporários, novas profissões e papéis sociais diversos. Estamos à frente de mudanças muito rápidas e nunca pensadas pelo indivíduo.


Há nos pacientes psicanalíticos uma extrema angústia por não terem modelos a seguir ou por seguirem modelos não mais válidos para o mundo atual. Há um descolamento da educação para a atuação, do saber para o fazer, ocasionando uma não compreensão de si e uma necessidade contínua de reinvenção.
A partir da observação do livro O mal-estar da civilização, publicado por Sigmund Freud em 1930, foi-se buscar entre os pensadores da atualidade as reflexões sobre esta época de mudanças e como esta se reflete em diversos aspectos. Com destaque para os textos observados de Zygmunt Bauman em O retorno do pêndulo (2017) e 44 cartas ao mundo líquido (2011), a obra 21 lições para o século XXI (2018), de Yuval Noah Harari, além de outras pequenas referências indicativas apontadas na bibliografia.


Com base na leitura dos textos de forma comparativa ou análoga, há uma reflexão a respeito do momento atual e futuro e de como a sociedade e o indivíduo devem se reinventar buscando um novo posicionamento nesse contexto em que não há modelos a seguir. A clínica hoje é o resultado desse contexto e dessa busca e necessita também de reinvenção, seja esta na atuação psicanalítica, seja no entendimento do paciente, seja na preparação e posicionamento do psicanalista.
Este trabalho tem como objetivo refletir sobre essa reinvenção e aquilo que se faz necessário para lidar com esse contexto na sociedade, na vida e na clínica. Há uma certa perplexidade dos indivíduos diante da necessidade de mudança. Estes parecem não acreditar que a forma como sempre conduziram suas vidas pessoais e profissionais pode não “servir” mais. Diante dessa perplexidade, parecem nem entender como esse contexto lhes afeta, e muitos procuram a 
análise em um momento já de profundo desgaste de alternativas e grande sofrimento. Permanecem ainda por muito tempo na atitude de fazer aquilo que “sempre deu certo”.


Há assim uma necessidade de adequação que requer um novo “mindset”, uma nova forma de pensar, novos paradigmas e um olhar para essas angústias da atualidade de forma a estabelecer uma nova narrativa reinventada. As mudanças atingem a todos independentemente de faixas etárias. Afinal, há uma mudança social que se reflete na educação. No entanto, pode-se destacar o grupo de indivíduos entre 40 e 60 anos que estão em fase produtiva, construindo a carreira, patrimônio e educando filhos ou se encontram em uma fase posterior em que já traçaram suas carreiras e famílias e “descobrem” que ainda terão 25 a 30 anos de vida e devem permanecer ativos social e profissionalmente, fenômeno conquistado na longevidade desta geração. Essa faixa etária perdeu as referências de modelos profissionais e familiares, foi educada para um mundo que não existe mais e invadida por novas tecnologias inseridas no dia a dia. Assim, diariamente, são necessários novos aprendizados, novas avaliações. É preciso revisitar valores que já não servem para educar filhos e conduzir relacionamentos. Há que se lidar com questões
nunca antes apresentadas na vida. São indivíduos com as identidades em obsolescência.


Nesse sentido, faz-se necessário uma reinvenção pessoal, seja para entendimento do contexto familiar e profissional, seja para atuação em
ambientes que requerem novos olhares e trazem novas organizações sociais. “Reinventar-se não quer dizer descartar sua identidade, e sim usá-la de modo adequado ao ambiente em mudança. É uma nova narrativa” (Elliott, Lemert 2006).
O artigo “The New Individualism” (Elliot, Lemert 2006) relata que “a nova economia causou mudanças em enorme magnitude que sujeitam as pessoas às pressões internas para que acompanhem a velocidade das transformações sociais. Empregos seguros desaparecem do dia para a noite. Homens e mulheres lutam freneticamente para conquistar novas capacitações ou serão descartados”.


Esse cenário é o estabelecido no mundo, trata-se de uma questão global. Porém, evidentemente em economias em crise ou em desenvolvimento, muitos desses contextos se potencializam, seja pela falta de recursos para buscar ajuda, seja simplesmente porque há inúmeras outras questões a resolver. Vê-se ainda que países menos desenvolvidos, ocupados com a sobrevivência do hoje, não estão se preparando para as mudanças significativas que estão por vir. Como diz Harari (2018), “governos terão de intervir, tanto no subsídio a um
setor de educação vitalício quanto na garantia de uma rede de proteção para os inevitáveis períodos de transição”. Este é o mundo que Bauman chama de “líquido”. É a época da modernidade líquida em que não há vínculos, não há perenidade nas relações. “Fluidez” é a

qualidade de líquidos e gases. (…) Os líquidos, diferentemente dos sólidos, não mantêm sua forma com facilidade. (…) Os fluidos se movem facilmente.
Eles ‘fluem’, ‘escorrem’, ‘esvaem-se’, ‘respingam’, ‘transbordam’, ‘vazam’, ‘inundam’ (…) Essas são razões para considerar ‘fluidez’ ou ‘liquidez’ como metáforas adequadas quando queremos captar a natureza da presente fase (…) na história da modernidade” (Bauman,2000).
Estamos na chamada pós-modernidade, na era digital, na pós-verdade, na economia 4.0. Complementa Bauman: “Vivemos tempos líquidos. Nada é para durar”. E, se nada é para durar, podemos simplesmente descartar aquilo ou quem não nos interessa e, diante da velocidade atual, perdemos rapidamente o interesse por algo ou por alguém.


Freud, em O mal-estar da civilização, postula que, em geral, o ego se percebe com a manutenção de linhas nítidas e claras de demarcação com o mundo exterior. Essa distinção entre interior e exterior é uma parte crucial do processo de desenvolvimento psicológico, permitindo ao ego reconhecer uma realidade separada de si mesmo. Assim, o que é líquido e fluido não possui linhas nítidas e claras de demarcação – o inferior e exterior se misturam e o desenvolvimento psicólogo para perceber a realidade há que ser revisto.
Esse contexto traz reflexões sobre o papel da psicanálise e da clínica. Como se preparar para esses conflitos do indivíduo em adaptação? Esse indivíduo que na sua angústia recorre a todo tipo de alternativa, sejam terapêuticas, medicinais ou compulsivas. Richard Sesnett relata, em seu livro A cultura do novo, as consequências emocionais dessas mudanças. “As pessoas temem se ver deslocadas, marginalizadas ou subutilizadas. O modelo institucional do futuro não lhes oferece uma narrativa de vida no trabalho ou uma promessa de grande segurança no ramo público.”

                          
Há assim uma necessidade de que a clínica e os profissionais se preparem para esse contexto, reconhecendo esse paciente com novos conteúdos e buscando na sua escuta caminhos para uma clínica com espaço para o novo sem que haja empobrecimento do recurso psicanalítico. Há uma necessidade de escuta diferenciada para não minimizar a importância e as consequências desse momento. A velocidade das mudanças reforça ainda a falta de tempo que o indivíduo tem para si mesmo e para reflexão. Tal correria poderia caracterizar-se como a fuga de si mesmo e da sua angústia em lidar com algo que não entende. É nesse contexto de pressa, urgência e reconhecimento de novas trajetórias possíveis que nos encontramos. A sociedade, o indivíduo e a clínica em processo de reinvenção.

                                             
Palavras Chaves:
Reinvenção, Psicanálise, Mudança, Pós-modernidade, Clínica Psicanalítica

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Monografia: ESCOLHAS PROFISSIONAIS NA VIDA ADULTA 

Curso: Psicologia Positiva ênfase em Coaching 

Universidade Candido Mendes - RJ

 

RESUMO 

Este trabalho trata das Escolhas Profissionais na Vida Adulta, em um mundo conectado virtualmente, veloz e globalizado, onde as relações de trabalho são outras e estão vinculadas não somente ao conhecimento, mas ao estilo comportamental e habilidades sociais. O capital humano é cada vez mais valorizado nas corporações e o autoconhecimento aliado às escolhas profissionais assertivas e vinculadas ao perfil, podem trazer o desenvolvimento e o sucesso.

 

Neste contexto da vida profissional e ainda, aliado à longevidade da capacidade produtiva, se desenvolve a possibilidade não só de uma única carreira e sim de várias escolhas durante a vida adulta. O trabalho expõe os elementos que compõem as escolhas como: valores, crenças estilo motivacional, talentos e, com base nestes atributos, visa estabelecer metas claras através da metodologia de coaching de carreira.

Ao final do trabalho é apresentado um protocolo de atendimento de Coaching de Carreira baseado em Psicologia Positiva para aplicação em processos de entrada, transição e saída do mercado de trabalho, ou ainda, para quem quer traçar novos rumos e buscar novos desafios profissionais.

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Monografia : Empregabilidade, Longevidade - Um Plano de Carreira 
Curso: Orientação Profissional e Psicologia 
Universidade de Araraquara - 2014 

 

 

RESUMO: 

 

Este estudo investigou os Conceito de Longevidade, Empregabilidade e Plano de Carreira e a aplicabilidade de ferramentas de Orientação Profissional, Coaching e Educação Corporativa para o processo de retenção de talentos, empregabilidade e longevidade da carreira e convivência Inter geracional.

 

O objetivo foi verificar a importância da Orientação Profissional desde a educação para a carreira iniciada nas escolas e universidades até a primeira escolha da profissão e todas as escolhas feitas durante a vida adulta. Especificamente objetivou apresentar as mudanças no ambiente organizacional influenciado por novas relações sociais, tecnologia e expectativa de vida, inserindo assim neste contexto a Orientação Profissional como uma metodologia a ser usada durante toda a trajetória profissional agregando valor para as organizações e colaboradores.

 

A metodologia adotada foi a pesquisa bibliográfica com material impresso e virtual compreendido no período de 2000 a 2014 com base nas palavras chaves escolhidas.

 

Como resultados foram identificados ...elementos de literatura específica e ... artigos científicos que apontam para a evolução da Orientação Vocacional para a Orientação de Carreira e a evolução da aplicação de testes vocacionais e de perfil concluindo assim a aplicação da Orientação como um elemento essencial para planejamento e gestão de carreira.

 

Palavras Chave: Carreira, Orientação Profissional, Longevidade, 

Integridade ( Livro Capital Psicologico – Vol 1)

Curadoria pessoal e a crise.

Não é novidade estamos em crise, na verdade uma crise econômica e ética em nosso país e uma crise de valores em todo mundo, o fato é que estamos em transformação e, curioso será quando os historiadores relatarem esta nossa época, um pouco cansativa e nada monótona.

Tal transformação acontece também no mundo do trabalho e não paramos de ouvir que crise é oportunidade e que é preciso se reinventar para sobreviver, como se fácil fosse. Afinal, o que fazer para achar o fio da meada? Achar o que se quer e pode fazer para ter sustento, realização pessoal e dar continuidade a uma carreira desejada ou já iniciada.

Neste contexto é que surge a proposta da curadoria pessoal, o termo curadoria remete sempre a um sentido de cuidar, zelar, proteger. O curador tem em mãos um patrimônio (i)material, e que após todo o seu trabalho converterá para uma socialização, sendo seu papel oferecer um contexto e percursos alternativos.

A curadoria pessoal pretende evidenciar as competências e talentos, buscar os recortes de realizações em toda a trajetória pessoal e profissional e, através desta seleção de conteúdo pessoal, traçar evidências comportamentais de escolhas, realizações, talentos múltiplos que, por vezes, foram empacotados em um cargo e função onde não era possível sua expressão.

A curadoria pessoal reúne técnicas baseadas em: i) orientação de carreira ii) gestão de Pessoas iii) Neolinguística iv) Neurociência v) Coaching  vi) Psicologia Positiva e permite trazer em evidência conteúdos utilizados na trajetória de vida como expressão de talentos, habilidades e competências.  

Porque fazer ?

Não é simples se reinventar nem inventar uma nova ocupação e profissão a curadoria  pessoal tem como propósito justamente evidenciar o que  já existe de talentos e competências e reorganizar este conteúdo para busca de novas possibilidades em frentes alinhadas com o perfil pessoal onde será mais fácil traçar uma nova trajetória.

Então é somente porque estamos em crise?

Não, é principalmente porque estamos em transformação, o emprego como o conhecemos através de uma relação formal com regras e horários está em extinção. Este emprego no formato tradicional funciona como um fast food, uma troca onde os papeis de ambos os lados então relativamente definidos e são esperados porém, não será mais assim.

 

Trabalharemos com outros horários, em espaços livres, conectados em rede, equipes multiculturais, falaremos com o mundo, compartilharemos a economia, estamos na era do conteúdo. Seu conteúdo pessoal é aquilo que você é capaz de desenvolver e produzir. Você sabe qual o seu conteúdo? Não?

Como é possível inventar algo sem saber a partir de que possibilidades. Curadoria de conteúdo pessoal une autoconhecimento, mercado e ação. É você de posse do futuro com ou sem crise.

A pausa e o capital.

Estamos em um período de pausa, apesar dos acontecimentos em série e das notícias que nos invadem diariamente, estamos aguardando a acomodação dos fatos. A economia, a política, o número de desempregados, a lentidão dos negócios e decisões, tudo leva a um intervalo.

Neste cenário, o fluxo de capital econômico e a interrupção do salário mensal é o que mais preocupa, o que fazer para manter as contas em dia? É sim, um desafio dos maiores dar conta de todos os compromissos financeiros. A pausa pode nos trazer o fluxo de outros capitais, o investimento naquilo que não prestamos atenção sempre e ao que não nos dedicamos.

O capital social, a aproximação com amigos, familiares, investimento em network. Aquele café ou Chopp adiado, a conversa que virou whatsapp ou nem isto, pode ser revisto neste momento. O café pode ser em casa ou uma caminhada na praia ou no parque, sem custo e muito valiosa para reconectar.

O investimento vale também para o capital intelectual como a escolha de que livros ler, usar bibliotecas, sites, empréstimos, tudo válido. A busca por cursos on-line, palestras gratuitas, webinars combinam a aquisição de novas competências àquele desejo há muito esquecido de fazer origamis ou aprender marcenaria. Está pensando que é inútil para carreira? Não, nada que faça de você uma pessoa melhor é em vão, é a construção do capital psicológico positivo fortalecendo quem você é de fato, sua auto confiança, através de atividades produtivas e prazerosas.

Assim, o capital psicológico positivo leva a uma postura mais otimista e esperançosa trazendo com um olhar para a pausa de resiliência e aprendizado para o que, de fato, é apenas mais uma etapa na jornada.

Planejou as Férias?

Você planejou as férias?

Mesmo que você tenha espírito de aventura é provável que tenha feito um roteiro para as férias,  planejando onde ir, quanto tempo ficar quanto, gastar e como se deslocar. Enfim,  planejamos as férias porque o tempo é curto e desejamos aproveitar o máximo.

Assim  também é  a vida , curta e queremos aproveitar o máximo.No entanto, não nos planejamos de forma objetiva, não criamos metas, fazemos aquelas famosas resoluções de ano novo que acabam engavetadas antes do carnaval. Assim vemos também no nosso governo e vamos indo no famoso estilo deixa a vida me levar e passado o tempo teremos enterrado nossos sonhos. 

Mas como é possível fazer diferente? Será que tudo deve ser planejado?

O  melhor plano a fazer é o do autoconhecimento vivendo através de seus valores e criando o caminho para que os sonhos não sejam só sonhos. É aí que o trabalho de Coaching entra. O Coach no mundo esportivo é o treinador, aquele que guia e orienta o atleta para que ele obtenha ao melhor desempenho. O mesmo trabalho pode ser feito na vida pessoal e, em especial, na vida profissional construindo uma carreira de sucesso e feliz.

O Coaching através de sua metodologia e testes permite que o cliente conheça seus valores , crenças, pontos fortes e através deste conhecimento alinhe suas escolhas  e estabeleça metas reais e factíveis.

Esta metas vão em direção ao que se pode fazer de melhor, é a busca de uma  performance máxima e se estabeleça um estado de fluxo nas atividades onde o resultado  é aliado ao prazer da execução , neste processo temos o máximo de aproveitamento no menor tempo. 

Então? Vamos aproveitar o máximo as férias? Vamos aproveitar o máximo a vida?

“Coaching”: será que você precisa de um?

Entrevista `a jornalista Denise Wasserman
 

Você é uma daquelas pessoas que tem várias habilidades, mas não sabe exatamente para onde deve direcionar o seu potencial? Ou é daquelas pessoas que está sempre perdida em contas e não consegue traçar um planejamento financeiro? Em qualquer um desses casos, você está precisando de um “Coaching”.

Coaching é a arte de ajudar as pessoas a fazer aquilo que querem para que possam alcançar o que almejam, é um meio poderoso de atingir  melhores resultados possíveis na sua vida pessoal e profissional.

O de carreira abrange a  escolha da carreira, preparação para movimentação de carreira ou mudança estratégica de função profissional, orientação para o mercado de trabalho, capacitação para o e xercício de novas funções e ainda preparação para a saída do mercado de trabalho.

 

O  pessoal envolve o planejamento estratégico para a realização de mudanças e preparação para  novas ações. Envolve o desenvolvimento de capacidades e habilidades pessoais, novas atitudes e preparação para os diversos papéis assumidos durante a vida.

 

A arquiteta e administradora de empresas , Monica Barg, que  trabalha há 22 anos em ambientes empresariais, tem formação em Coach Pessoal e Profissional  e através da entrevista a seguir, ela nos explica sobre o que é, como, quando e a quem se aplica. Vamos lá?.

 

Qual é o significado do termo "Coaching"?

 

-O termo vem do mundo esportivo. Recentemente adquiriu a característica  mais abrangente e personalizada como a aplicação de um processo orientado para realização de  metas pessoais e profissionais

É uma espécie de Orientação Vocacional?

 

-O Coaching é um processo para entrar em ação e promover mudanças, colocar projetos em prática e até descobrir quais são os projetos prioritários . A orientação vocacional, seja para definição ou transição de carreira,  é somente um item onde a atuação do Coaching é possível. .

 

No seu caso, em que área atua?

 

-Atuo nas áreas profiss ionais e pessoais , pela minha formação, experiência e contatos acabo tendo mais atendimentos voltados para área profissional que pode ser uma transição de carreira , ingresso no mercado de trabalho, retorno ao trabalho após uma licença ou hiato profissional  ou ainda a busca de melhores resultados profissionais e escolares . No campo pessoal a orientação inclui planejamento financeiro, estabelecimento de prioridades pessoais ou ainda outros conteúdos que se deseje trabalhar sempre voltado para uma meta específica..

 

Qual é o perfil da pessoa que necessita deste tipo de aconselhamento?

 

-Todos em algum momento podem necessitar de “Coaching” , o que define não é tanto o perfil da pessoa quanto o momento de vida que ela atravessa . Temos muitos casos de pessoas com formações brilhantes , carreiras sólidas que por algum motivo se veem em um momento de transição, seja provocado pelo mercado de trabalho, seja provocado por uma insatisfação interna..Pode dar um exemplo?-Um exemplo muito comum é com a mulher que se dedicou aos filhos prioritariamente e não está mais inserida no contexto de trabalho, ou ainda o profissional que muda de cidade, enfim, os momentos de transição não são os únicos mas são propícios para a busca deste apoio.

 

Através de que métodos este trabalho é feito?

 

-O trabalho é feito através de diálogo, aplicação de técnicas selecionadas  e de  ferramentas de acesso, ou seja , o trabalho é feito a quatro mãos. É necessário uma atuação efetiva da pessoa para realizar os exercícios e atuar conjuntamente com o “Coach”, para isto é necessário dedicação e tempo.

 

Quanto tempo leva para preparar uma pessoa?

 

-Depende muito de qual a meta ou metas. Em geral  é feito um diagnóstico introdutório onde se estabelece um prazo de trabalho, gosto de trabalhar com um mínimo de  cinco encontros, porém já fiz atendimento de um só encontro em que o resultado foi maravilhoso e tenho atendimentos que se estendem por mais de um ano porque as prioridades mudam, as metas mudam, e a pessoa opta por manter este apoio ativo..

 

Dê um exemplo de profissional que foi atendido por você e no trabalho que resultou.

 

-Fiz um trabalho com um profissional que desejava mudar de área de atuação, sair da área operacional e ir para área comercial dentro do mesmo segmento de mercado, traçamos a meta, definimos as ações em sessenta dias ele estava reposicionado. Tenho também um exemplo de profissional que recebeu uma proposta para atuar em outro segmento, ganhando mais e não conseguia tomar a decisão por não se sentir seguro para tal , ainda que tivesse sido convidado e aprovado para a posição , fizemos um trabalho  curtíssimo de dois atendimentos e hoje el e está feliz com a nova posição . No campo pessoal atuei com pessoas em mudança de país onde  a organização de ações se faz fundamental.

 

É apenas uma preparação profissional ou envolve outros aspectos de comportamento humano?

 

-Envolve todos os aspectos de comportamento. O foco é a  atitude e  a entrada em ação , sabe aquela metas que fazemos todo final de ano e nunca concretizamos ? No mundo atual, seja profissional ou pessoalmente, somos engolidos pelos papéis diversos em que atuamos. Coaching é um processo objetivo que pode ser aplicado na realização de metas profissionais ou pessoais  e no estabelecimento de prioridades para sentir-se em constante crescimento pessoal.

Livro: Terceira Virtualidade

Mônica Barg
 

Resumo: Sônia é a fictícia personagem desta história de muitas: a viuvez, a casa sem filhos, as mudanças no mundo e os novos valores sociais, diferentes daquilo que ela sempre acreditou ser o “certo” para a vida e ser verdade “para sempre”. Sônia enfrenta uma enorme angústia ao deparar com questões que não estava preparada para enfrentar naquela fase da vida.

 

Muitas mulheres se vêem na personagem, sozinhas ou solitárias, dedicadas a projetos familiares “perfeitos” que não existem mais. Encaram esta realidade e podem escolher, ou não, o tempo como aliado, o tempo que consola, acalenta e desafia nossa existência.


Encantada com este misterioso tempo, tomo emprestados os versos de Eclesiastes na abertura de cada capítulo, versos que sabiamente dizem: “Um tempo para plantar, um tempo para colher”.

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Créditos

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